Especialistas, no entanto, alertam: acomodar-se temporariamente no benefício em busca de uma pausa da rotina de trabalho é um caminho perigoso e que resulta em perdas para a vida profissional. A prioridade, segundo eles, deve ser sempre voltar a trabalhar o mais rapidamente possível.
“(O seguro-desemprego) não deve ser encarado como um salário; é apenas um benefício temporário para aquela pessoa que não encontra uma vaga mesmo, é para arcar com os custos de se achar um novo emprego”, explica Sabrina Alexandrino, supervisora geral do seguro-desemprego do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo.
Segundo ela, o foco do trabalho nas unidades do CAT, na capital paulista, é o de sempre orientar o trabalhador a não parar de procurar emprego por um dia sequer. Em alguns casos, há resistência. “Às vezes tem o trabalhador que não quer aceitar uma vaga, quer receber as parcelas antes”, diz a supervisora.